A Costa da Lagoa atingiu grande prestígio nos séculos XVIII e XIX, quando a agricultura e a pesca eram atividades intensas que além de suprirem fartamente as necessidades de subsistência, possibilitavam também um forte intercâmbio de mercadorias com a Lagoa e outros núcleos. Naquela época o cultivo era bastante variado mas o café, a mandioca, o trigo e a cana-de-açúcar foram os responsáveis pela prosperidade da região da Lagoa que por volta de 1757, contava com 10 ‘fábricas’ de açúcar, 28 engenhos de aguardente, 32 atafonas de moer trigo e 101 engenhos de mandioca.

Um pouco dessa história pode ser resgatada percorrendo-se o secular caminho de pedras que liga a Lagoa da Conceição à Costa da Lagoa. Há ainda alguns engenhos típicos, casarões e sobrados além de uma natureza exuberante entre florestas, riachos de águas cristalinas e a bela Lagoa da Conceição. Sem falar na simpatia com que os moradores das Vilas da Costa recebem seus visitantes. Infelizmente, em época de temporada quando o fluxo aumenta muito, alguns visitantes abusam da receptividade deixando até lixo pelo caminho. Esses que se entendam com as bruxas que habitam a região.

Histórias de bruxas, feiticeiras, lobisomem e boitatá fazem parte do cotidiano dos que moram na região da Lagoa. Além de lendas, a confecção das rendas de bilro ainda são passadas de mãe para filha.

É interessante ressaltar que bem no começo do caminho da Costa da Lagoa fica a ‘Ponta das Almas’, local assim denominado por ser também um sítio arqueológico; depósito de conchas e local de sepultamentos indígenas.

O Decreto Municipal n.247/86 tombou o caminho da Costa da Lagoa como patrimônio histórico cultural. Toda a região está zoneada como Área de Preservação Cultural-I.

Fonte: www.lagoavirtual.com